Rinoplastia
Cirurgia Plástica de Nariz

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Embora muitos pacientes cheguem ao consultório com a idéia de corrigir apenas uma parte do nariz, isso às vezes não é possível. Queixas relacionadas ao tamanho do dorso, à ponta caída, ou ao tamanho das asas nasais são muito comuns e alguns pacientes imaginam que é possível intervir cirurgicamente apenas na parte desejada. Entretanto, há algumas regras estéticas e funcionais que impedem que isto possa ser feito.

A rinoplastia, hoje, tem como objetivo básico chegar a um nariz bonito e funcional, mas que não aparente ser um nariz reconstruído pela cirurgia plástica, ou que demonstre muito pouco. Em outras palavras, a manutenção da função respiratória deve ser a prioridade absoluta. Esta é a primeira razão porque não se pode ater-se a apenas aspectos estéticos do nariz. Por exemplo, o tamanho da asa nasal não somente tem equilíbrio harmônico com o resto do rosto ou do próprio nariz, mas faz parte da qualidade respiratória do paciente. Corrigir a asa nasal larga pede que o cirurgião se atente também à função respiratória que a ela é delegada.

Por outro lado, há também a questão puramente estética. A modificação na estrutura de uma parte do nariz pode representar a deformação de outra. A redução de uma estrutura muito representativa no conjunto estético do nariz deve desencadear na redução proporcional de outras. Por exemplo, a raspagem do dorso nasal sua ou retirada parcial pode deixar a ponta do nariz caída, por excesso de tecido. Desse modo, é necessário diminuir e levantar a ponta para que haja equilíbrio entre todas as partes do nariz.

Fratura do nariz e Redução completa do nariz
Fratura é um termo que, para a maioria das pessoas, significa a quebra do nariz. E isso provoca certo medo ou repulsa pela cirurgia. Mas isso é mais um mito popular, porque a expressão médica significa na verdade outra coisa. Em primeiro lugar é feito um corte e uma raspagem nas cartilagens e no osso, para retirar o excesso dessas estruturas, que deixam o dorso desproporcionalmente grande em relação ao resto do nariz. Assim, é feita a uniformização completa da superfície e o dorso bem definido.

Feito isso, para diminuir a largura do nariz, é preciso realizar uma fratura na base dos ossos para soltá-los e aproximá-los. Mas a indicação de fratura nasal é feita após uma análise meticulosa do cirurgião sobre o nariz de cada paciente. Há um limite entre a rinoplastia sem a fratura nasal e a cirurgia que precisa da fratura. Forçar demais as estruturas do nariz para não realizar a fratura pode desencadear em um nariz grosseiro, no qual algumas dimensões ficam desproporcionais e o equilíbrio estético entre o nariz e a face é prejudicado. Ao contrário, fraturar o nariz sem que haja necessidade pode representar um déficit de respiração para o paciente.

Portanto, a análise do cirurgião deve compreender em primeiro lugar as questões funcionais do nariz e sua complexidade, como o desvio de septo, por exemplo. Depois, a harmonia estética do nariz em relação a ele mesmo e ao resto da face do paciente. Quanto mais fina for a pele do nariz, mais ela evidencia o tratamento cirúrgico, porque a cobertura deixa transparecer o que foi feito. O resultado é conseguido em uma única cirurgia. Essa característica permite que o cirurgião consiga chegar a um nariz anguloso, com traços finos. Por isso, a cirurgia plástica de retoque, nos caos de pele fina, é mais difícil de ser feita.

Já a pele mais grossa esconde o tratamento cirúrgico, mas algumas vezes precisa de retoque, pois o resultado é um nariz mais arredondado e menos acentuado e muitas vezes não é o que o paciente deseja. Na segunda cirurgia, bem mais simples que a primeira, é retirada a gordura substancial na ponta do nariz e escultura do rosto é retocada.

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